Obra Póstuma de Nuno Júdice é apresentada na Casa Manuel Teixeira Gomes
29-05-26
Uma obra póstuma de Nuno Júdice será apresentada na Casa Manuel Teixeira Gomes, no próximo dia 03 de junho, pelas 18h30.
Primeiro poema é o último livro que o poeta tinha preparado para publicação no ano da sua partida, 2024.
Manuela Júdice e Luís Filipe Castro Mendes são as individualidades que apresentam a obra. Manuela Júdice conta-nos na introdução deste livro, que o poeta e ensaísta deixou três pastas com poemas para a obra que dizia estar a preparar.
Saíram dessas pastas os poemas para este livro e Primeiro Poema é o título que Nuno Júdice revela ao amigo, Ricardo Marques.
O trabalho de completar o livro incompleto foi feito por Ricardo Marques, estudioso da obra do poeta, e por Manuela Júdice, a sua mulher de toda a vida. Neste Primeiro Poema, voltamos a ouvir a voz de Nuno Júdice, os seus temas, a sua poesia.
Nuno Júdice (1949-2024) nasceu na Mexilhoeira Grande, Portimão. É um dos mais importantes nomes da poesia contemporânea. Poeta e ficcionista, publicou o primeiro livro de poesia em 1972.
Professor universitário, diretor da revista Colóquio-Letras da Fundação Calouste Gulbenkian. Recebeu os mais importantes prémios de literários nacionais e internacionais, entre os quais o Prémio PEN Clube, em 1985, o Prémio D. Dinis da Fundação Casa de Mateus, em 1990 e o Prémio da Associação Portuguesa de Escritores, em 1994, este último com o livro Meditação sobre ruínas que foi também finalista do Prémio Europeu de Literatura, Aristeion, o Grande Prémio de Literatura DST, o Prémio Nacional de Poesia António Ramos Rosa, o Prémio de Poesia Cesário Verde, o Prémio Literário Fernando Namora / Estoril Sol, o Prémio de Poesia Ana Hatherly, o Prémio da Crítica da Associação Portuguesa de Críticos.
Recebeu também o Prémio Iberoamericano Rainha Sofia em 2013. Em 2018, foi galardoado com o prémio PEN do Clube Galego e em 2021, o Grande Prémio de Poesia Maria Amália Vaz de Carvalho da Associação Portuguesa de Escritores (APE).
Manuela Júdice
Licenciada em Filologia pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Tem um vastíssimo currículo na organização de eventos culturais por todo o mundo.
Foi Diretora da Casa Fernando Pessoa, Vereadora da Câmara Municipal de Lisboa e Secretária-Geral da Casa da América Latina, entre muitos outros cargos que exerceu.
Mulher de Nuno Júdice, mãe e avó de filhos e netos de ambos. Organizou e prefaciou o livro póstumo de Nuno Júdice, “Primeiro Poema”, juntamente com Ricardo Marques.
Luís Flipe Castro Mendes
Nascido em 1950, diplomata de carreira, é um poeta e ficcionista português. Foi colaborador do “Diário de Lisboa-Juvenil”, tendo-se licenciado, mais tarde, em Direito pela Universidade de Lisboa.
Começou a sua atividade política militante antes do 25 de Abril e, dois anos mais tarde, após a Revolução da Liberdade, iniciou a sua carreira diplomática. Foi cônsul-geral no Rio de Janeiro (Brasil), embaixador de Portugal em Budapeste (Hungria), Nova Deli (Índia), UNESCO-Paris e junto do Conselho da Europa, em Estrasburgo, assumindo as funções de Ministro da Cultura, entre 2016 e 2018.
Enquanto autor, publicou o seu primeiro livro, “Recados”, em 1983, seguindo-se “Areias Escuras” (1984), “Seis Elegias e Outros Poemas” (1985), “A Ilha dos Mortos” (1991), “O Jogo de Fazer Versos” (1994). Entre as suas publicações destacam-se ainda “Os Dias Inventados” (2001), “Lendas da Índia” (2011), “A Misericórdia dos Mercados” (2014), “Voltar” (2021) e “As Manhãs que não conheces” (2025). Conta ainda com poesia publicada no Brasil e obras traduzidas em alemão e francês.
Foi galardoado com o Prémio Nacional de Poesia Teixeira de Pascoaes, em 2021, pelo conjunto da sua obra, distinção a que se juntam os prémios de poesia do Pen Clube, D. Diniz, da Fundação Casa de Mateus, e António Quadros, da Fundação António Quadros, recebidos anteriormente.