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14.09.2020

No próximo dia 26 de setembro, os monumentos megalíticos de Alcalar serão palco das Oficinas da Pré-História, que possibilitarão a quem se inscrever ficar a saber como há milhares de anos se moldava o barro, talhava, gravava e pintava.

Integradas nas Jornadas Europeias do Património, as oficinas serão promovidas pelo GAMP - Grupo de Amigos do Museu de Portimão, que tem vindo a desenvolver alguns projetos em estreita articulação com o Museu de Portimão e a Direção Regional de Cultura do Algarve, dos quais se destaca a atividade “Um Dia na Pré-História”, que costuma atrair centenas de pessoas a Alcalar.

Esta ação constitui uma alternativa àquela iniciativa, realizada no âmbito do Programa DiVaM, e que este ano foi suspensa devido à atual situação pandémica, prevendo-se que seja retomada em 2021.

As quatro oficinas de talhe, de placas de xisto, de barro e de pintura rupestre, a realizar a 26 de setembro, das 10h00 às 18h00, abordarão os domínios da arqueologia experimental, da arte e arqueologia e da animação pedagógica, tendo cada um a duração máxima de duas horas.

Dados os vigentes condicionalismos de espaço, distanciamento social, o uso individual de máscara e o rigor sanitário, vai ser adotado um modelo mais reduzido e controlado de intervenientes, com o limite máximo previsto, sujeito a inscrição prévia e obrigatória, de dez pessoas por cada uma das oficinas, que decorrerão no período da manhã, com início às 10h00, e de tarde, pelas 15h00, num total não superior a 40 participantes em cada sessão.

Para além do distanciamento entre os participantes nas oficinas, cada uma estará distribuída com considerável afastamento no espaço exterior dos monumentos de Alcalar e, tendo em conta as normas de segurança em vigor, a visita pública e generalizada estará nesse dia limitada apenas aos inscritos nesta atividade das Oficinas da Pré-História.

COMO FUNCIONAM AS OFICINAS

No que toca às oficinas previstas, a atividade de talhe consiste na reprodução de utensílios líticos, partindo dos princípios básicos do talhe da pedra e utilizando as mesmas matérias-primas que eram usadas durante a pré-história. O desafio será a confeção de uma ponta de seta ou uma faca, partindo de uma lasca em sílex e utilizando percutores em haste de veado. Em seguida, vai ser utilizada uma das técnicas de reprodução de colas, para que cada participante encabe o seu objeto.

Outra oficina consiste em gravar uma placa de xisto recorrendo aos mesmos materiais que seriam utilizados durante a pré-história. Partindo de um pequeno bloco em xisto, os participantes terão de começar por polir a placa, fazendo de seguida um pequeno orifício numa das extremidades com recurso a um furador de pedra. Por fim, terão de gravar a placa de xisto utilizando utensílios em pedra ou em osso. As decorações serão inspiradas nas placas originas encontradas em Alcalar.

Demonstrar como se produzia o barro a partir da argila e, posteriormente, exemplificar diferentes técnicas de moldar, com o objetivo de obter diversas tipologias de vasos cerâmicos ou replicar pequenas estatuetas em barro, é outro dos convites feitos aos participantes.

Haverá igualmente uma oficina de pintura rupestre, para a reprodução de técnicas pré-históricas. Será exemplificado como poderiam ser produzidas as tintas a partir de vários pigmentos naturais e explicadas as diversas técnicas de pintura, utilizando esses mesmos pigmentos. Cada participante deverá produzir a sua própria pintura a partir das técnicas exemplificadas, utilizando os pigmentos naturais preparados.

Todos os participantes receberão um ‘kit’ de trabalho para executar as tarefas propostas em cada ateliê, de forma a evitar a troca de materiais entre os intervenientes nesta iniciativa e respetivos coordenadores, devendo os interessados inscrever-se desde já, até ao dia 24 de setembro, quer pelo número de telefone 282 405 230, quer diretamente na receção do Museu de Portimão.